Isolada entre São Paulo e Paraná, Comunidade São João vive tradições quilombolas sob diferentes dificuldades.
07/02/2011
19/10/2010
Alfabetização em Oito Aulas
Claudiomiro é pedreiro. Antes de aprender ler e escrever, errava orçamentos e tinha dificuldades para entender projetos de obras. Schaiele precisava de altas notas para não reprovar na escola. Por repetir de série diversas vezes e não conseguir ser alfabetizado, os professores de Jhonathan disseram que ele necessitaria de educação especial. Com 62 anos, o pintor Lídio envergonhava-se por se perder nas grandes cidades. Não lia placas de rua, nem letreiros de ônibus. E dona Lenira se atrapalhava com as medidas das receitas. Situações desagradáveis transformadas em passado depois que eles participaram do método de alfabetização em oito aulas, criadas por uma psicóloga de Santa Catarina.
Curta-metragem de documentário (2010).
Curta-metragem de documentário (2010).
O Solitário
Quero entender se ser
Apenas o real eu é divertido
Flutuante, solitário e cego
Ora rei do próprio ego
Outra desprotegido
Serei
Incoerente às ausências
Garanto permanências
Nas cores
Escondido em excessos
Encontro sutis acessos
Aos amores
Para ser
Vítima da minha própria falta
Inocente com os sustos das minhas altas
(Quero ser) o que entender
Sou loucura
Louvo a dúvida
Nasço para além de morrer
Apenas o real eu é divertido
Flutuante, solitário e cego
Ora rei do próprio ego
Outra desprotegido
Serei
Incoerente às ausências
Garanto permanências
Nas cores
Escondido em excessos
Encontro sutis acessos
Aos amores
Para ser
Vítima da minha própria falta
Inocente com os sustos das minhas altas
(Quero ser) o que entender
Sou loucura
Louvo a dúvida
Nasço para além de morrer
22/09/2010
23/08/2010
Os magos da culpa
Mongos, mancos, miseráveis, leprosos, pretos, gagos, calvos, estúpidos, gordos, vadias.
Medíocres, famintos, azarados, sujos, soltos, viciados, cegos, nojentos, horríveis, eternos.
O esdrúxulo da espécie humana arrasta-se camuflado.
Sem ânimos, namorados ou comentários, aguardam e se desculpam.
Sós.
Fedem.
Rejeitados, dependentes, odiados.
Imploram.
Por azar apenas quase morrem.
Seres subterrâneos.
Parasitas invisíveis.
São eles. Os detestáveis trágicos.
Belos, hipócritas, afortunados, traidores, invejados, em série, alienados, exatos, damas.
Amados, salvos, burocratas, benditos, justos, podres, cristãos, equilibrados, interesseiros, efêmeros.
Repelem.
Fedem.
“Consumo minha moral”.
São esses. Os comuns dramáticos.
O resto.
Comédia. Habitam os que riem.
Ou trágicos ou dramáticos ou cômicos compartilham esgotos, lençóis, desejos e túmulos.
Não estão sós. Destacam-se. Os detestáveis trágicos.
Medíocres, famintos, azarados, sujos, soltos, viciados, cegos, nojentos, horríveis, eternos.
O esdrúxulo da espécie humana arrasta-se camuflado.
Sem ânimos, namorados ou comentários, aguardam e se desculpam.
Sós.
Fedem.
Rejeitados, dependentes, odiados.
Imploram.
Por azar apenas quase morrem.
Seres subterrâneos.
Parasitas invisíveis.
São eles. Os detestáveis trágicos.
Belos, hipócritas, afortunados, traidores, invejados, em série, alienados, exatos, damas.
Amados, salvos, burocratas, benditos, justos, podres, cristãos, equilibrados, interesseiros, efêmeros.
Repelem.
Fedem.
“Consumo minha moral”.
São esses. Os comuns dramáticos.
O resto.
Comédia. Habitam os que riem.
Ou trágicos ou dramáticos ou cômicos compartilham esgotos, lençóis, desejos e túmulos.
Não estão sós. Destacam-se. Os detestáveis trágicos.
19/07/2010
São as fugas que nos acalmam
Se irmos, ouvimos os lindos hinos da imaginação.
Se formos, melhor.
Sentimos passados, sorrimos com mimos engraçados.
Se não pior.
Transcendência, sobrevivência e reprodução.
Menos ou, mais e.
Cômicos e trágicos, falhos e únicos, porquês não?
Porque o que crê desde que dê é você.
Comida e proteção.
Sexo.
Ou inteligência ou influência ou obediência ou alienação.
Buscas, fugas, drogas, orgias e religião.
Precisamos de enganos, planos com danos à ilusão.
Queremos pequeno. Sangrentos famintos divinos que amam.
Peões de quatro, barato a quatro ações: comem e viajam.
Se não fugirmos, ouviremos sempre apenas os lindos hinos da imaginação.
Se formos, melhor.
Sentimos passados, sorrimos com mimos engraçados.
Se não pior.
Transcendência, sobrevivência e reprodução.
Menos ou, mais e.
Cômicos e trágicos, falhos e únicos, porquês não?
Porque o que crê desde que dê é você.
Comida e proteção.
Sexo.
Ou inteligência ou influência ou obediência ou alienação.
Buscas, fugas, drogas, orgias e religião.
Precisamos de enganos, planos com danos à ilusão.
Queremos pequeno. Sangrentos famintos divinos que amam.
Peões de quatro, barato a quatro ações: comem e viajam.
Se não fugirmos, ouviremos sempre apenas os lindos hinos da imaginação.
28/06/2010
Loucura de Caio II
Caio não namora.
Luize é passado.
Rafaela é futuro.
Caio acordou desejando as duas.
Dúvida.
Ambas são presente.
Antes da feijoada quis Luize.
Depois do café quis Rafaela.
Almoçou com Rafaela.
Jantou com Luize.
Dormiu não querendo mais nenhuma.
Luize é passado.
Rafaela é futuro.
Caio acordou desejando as duas.
Dúvida.
Ambas são presente.
Antes da feijoada quis Luize.
Depois do café quis Rafaela.
Almoçou com Rafaela.
Jantou com Luize.
Dormiu não querendo mais nenhuma.
23/06/2010
Doc Carl Jung

Depois de assistir Revólver, filme de Guy Ritchie que explora as tensas loucuras do ego, ressuscitou em meu ego a vontade de pensá-lo. Ego. O quê é essa porra que nos atormenta? A primeira definição intelectual que vem à cabeça é aquela famosa do Freud: Id, ego e super-ego. Enquanto produzo um post sobre ego, achei esse documentário que narra fragmentos da vida e da obra de um brother do Freud: Jung. O doc tem entrevistas raras. Quem traduziu e legendou foi Gabriele. E Revólver é bom pra cacete.
1ª Parte
2ª Parte
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