Mongos, mancos, miseráveis, leprosos, pretos, gagos, calvos, estúpidos, gordos, vadias.
Medíocres, famintos, azarados, sujos, soltos, viciados, cegos, nojentos, horríveis, eternos.
O esdrúxulo da espécie humana arrasta-se camuflado.
Sem ânimos, namorados ou comentários, aguardam e se desculpam.
Sós.
Fedem.
Rejeitados, dependentes, odiados.
Imploram.
Por azar apenas quase morrem.
Seres subterrâneos.
Parasitas invisíveis.
São eles. Os detestáveis trágicos.
Belos, hipócritas, afortunados, traidores, invejados, em série, alienados, exatos, damas.
Amados, salvos, burocratas, benditos, justos, podres, cristãos, equilibrados, interesseiros, efêmeros.
Repelem.
Fedem.
“Consumo minha moral”.
São esses. Os comuns dramáticos.
O resto.
Comédia. Habitam os que riem.
Ou trágicos ou dramáticos ou cômicos compartilham esgotos, lençóis, desejos e túmulos.
Não estão sós. Destacam-se. Os detestáveis trágicos.
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